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sábado, 30 de junho de 2012

Quero ser esse poema


Quero ser esse poema
Sem métrica, sem rima
Sem título, sem fotografia
Apenas poema... poesia
Leve, solto, menino (a)
Asa aberta sempre ao infinito
Verso colorido, me colorindo o dia
Verso que me amanhece
Que me traz brisa e cheiro de flor
Verso que não anoitece nunca
Só quando fala da lua...

Quero ser esse poema
Que me acalma, me inspira
Porque é só poema... é só poesia
Sem métrica, sem rima
Sem título, sem fotografia
Mas tem um quê que me extasia

Amo a poesia que me dá asas e me faz voar...

 regina ragazzi

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Eu sou o meu próprio futuro!


Pouco pedi à Vida,
apenas aquilo
que fosse merecedor!

Pacientemente
aguardei os momentos,
doando
o que meu coração
um coração sofrido,
mas sempre pulsante,
nas mãos da Vida
entregava esse amor,
que guardo
no cofre da minha alma!
Recebi
mais do que esperava,
mas senti
que foi tudo o que mereci!
E assim
a Vida sorriu para mim
e eu abraçei esse amor
que não me larga, a Vida!


Mas não sei
se serei futuro para alguém;
eu sou o meu próprio futuro!

José Manuel Brazão





domingo, 24 de junho de 2012

Nevoeiro



Era tão verde a montanha antes do nevoeiro...

E a casa construída ao seu pé, como era bela!
Em volta um jardim de tantas cores
Eu a conseguia avistar da minha janela

Ficava ali perdida no tempo
Imaginando quão deliciosos perfumes
Exalavam aquelas flores
E dentro da casa se viveram quantos amores?

Tão denso nevoeiro!
Encobriu-me a paisagem
Tirou-me dos olhos a imagem
Privou-me de tantos devaneios...

Manhã triste e sem-graça!
Ainda há de vir o sol encher-te de encantos
E desfazer essa nuvem  de fumaça
Que ofusca a beleza em meus olhos
E me faz cair em prantos...

regina ragazzi

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Adeus, não é a minha palavra!


Hoje em horas de repouso,
fechei os olhos para reflectir,
coisas da Vida sentir,
e para concluir o que sou
 porque sou
e para onde vou!

Imagens lindas
passaram por mim,
guardo-as;
outras imagens tristes,
não as esqueço
como aprendizagem da Vida,
desta minha passagem,
para tentar no resto do caminho,
ser melhor para vós,
gente que me ama,
amaram
e sentem já saudade
dos meus gestos, atitudes
e sentimentos invioláveis!

Continuarei a escrever palavras
que guardem em vossos corações,
mas nunca a palavra adeus!

José Manuel Brazão







terça-feira, 19 de junho de 2012

Paz no reencontro



Suspirámos
no tempo,
a busca dessa paz,
que nos fugia,
quando antes
permanecia em nós!


Buscámos
no tempo,
a razão dessa ausência!


Lutámos
no tempo,
pela sua reconquista!


Reencontrámos
neste tempo,
tu como anjo meu
e eu como anjo teu,
essa paz rejuvenescida
com tudo que a compõe:
a compreensão,
a tolerância,
a amizade,
tudo
com muito amor!


Um encanto que voltou
por uma esperança
nunca perdida,
porque ficaram em nós,
as raízes desse amor!


José Manuel Brazão


Pirilampos


Na madrugada quente do campo,
Pirilampos voavam acima das copas das árvores
Com suas luzes florescentes a piscar.
Um chamado à fêmea para acasalar.

Ela, exigente, observava.
Qual deles mais vai lhe interessar?
Respondeu com uma piscada,
Lá da grama onde estava,
Para o macho lhe encontrar.

Eu, sentada na varanda olhando o céu,
Nada percebi.
Para mim eram apenas vaga-lumes coloridos
Piscando na escuridão,
Dançando no ar,
No silêncio da noite.

Vieram me fazer companhia...

Fiquei assim, por um bom tempo
Envolvida por aquele espetáculo de luz e cor.

Mas ali, bem pertinho de mim, na grama,
Dois pirilampos namoravam
E o ciclo recomeçava
E eu, sem saber de nada...

regina ragazzi

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Ainda Outono...


Há uma ternura nesse olhar que pousa na noite
E uma palavra não dita descansando no canto da boca
Junto dela um sorriso sincero, talvez meio triste
Quem sabe seja o outono ainda não findo...

Essa estação de cores vibrantes, propícia a grandes paixões
Também tem um quê de nostalgia, de saudade e de solidão
Um ar melancólico paira por todos os cantos
Se  espalha pelos campos floridos
Se mistura ao perfume das flores, à chuva, ao canto dos pássaros
E invade a madrugada deixando seu rastro

Há no outono uma poesia que nunca se esgota
Um poema que  não se precisa escrever
É tudo pura sensibilidade, é TODO sentido
Basta TER OLHOS para VER
E estar aberto às emoções...


regina ragazzi
 

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Sou nada ou sou muito?



Sou uma partícula deste Universo,
um corpo que vive na Terra,
uma Alma que vive e convive por aí,
aprendendo a evoluir,
com provações constantes
neste destino que não ignora,
mas escolheu!

Daí as provações
que tenta superar,
para evoluir,
cumprindo missão
com amor ao próximo
para neste caminho
ver em mim o sou muito
em vez do sou nada!

Deixo a alma
levar neu corpo sem destino,
para não mais ser encontrado.

Deixei de viver
e passei a existir a contar os dias,
que me restam!


José Manuel Brazão

Mais um dia de calendário!


quinta-feira, 14 de junho de 2012

Lágrimas magoadas


Andei triste,
nem a voz do coração
se ouvia,
nem o seu pulsar
sentia,
apenas
o eco das tuas palavras
parecendo sonhar!

Não era sonho
mas a vida girando
em nós girando,
num despertar do coração,
que me levava a ti
e olhava para as palavras
suadas de amor
e meus olhos
fixaram um verso:
alegra meu coração!


E o meu?
Continua chorando
de dor e sofrimento,
com lágrimas magoadas,
ensanguentadas
em lenta agonia!



José Manuel Brazão

terça-feira, 12 de junho de 2012

Saudade


Amanheci sem ti amor
Nesse dia que é tão nosso
Que tantas e tantas vezes
Acordamos juntos
Hoje, pela primeira vez
Não estás aqui
Mas ainda que distante
Te tenho aqui dentro do peito
E sinto na cama, o teu cheiro
E ele está em todos os lugares da casa
Por todos os cantos

Não ouço a tua voz
Mas quando fecho os olhos
Escuto cada uma das tuas palavras
E sinto
Todo o teu corpo, próximo,
bem próximo ao meu

Estamos juntos amor
E estaremos sempre assim
Mesmo que o destino tenha
temporariamente nos separados

Porque te espero
E sempre te esperarei aqui
Não posso viver sem ti

 regina ragazzi

http://www.youtube.com/watch?v=tTWaFoHMNKA







REGI

Depois de ler este poema pensei:
Como sabes, já li quase toda a tua Poesia, mas este poema demonstra bem, que dás aqui uma lição de amor verdadeiro! Expressaste tão bem, que por aquilo que te conheço, eu senti a verdade das tuas palavras!
Querida Amiga emocionaste-me por momentos, porque sei da tua sensibilidade, gratidão e entrega!
Que sejam muito felizes!
Beijooo grande
do ZÉ

sábado, 2 de junho de 2012

A chave do meu coração


Tento ser um romântico,
um sonhador,
um crente na Vida
e no amor!

Abri sempre o meu coração,
com sinceridade, verdade,
recebendo desilusões,
por viver ilusões;
tive encontros
e desencontros;
não culpo ninguém!

Eu escolhi os caminhos!
E neste novo trilho,
guardei a chave do meu coração,
até encontrar uma mão
divina para mim!

José Manuel Brazão

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Solidão fim de quem ama


Como eu amei nesta vida
e várias chamas de amor
acenderam-se,
mantiveram-se
em chama viva
e com o tempo
apagaram-se
com o desencanto
de corações apaixonados,
que prometeram vida eterna
apenas enquanto durou!
E assim se parte
para a solidão,
fim de quem ama!
José Manuel Brazão

... E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama ...

Vinicius de Moraes
- 3ª estrofe do Soneto de fidelidade -