Seguidores

sábado, 28 de julho de 2012

Enquanto a chuva cai...


Cada dia que nasce
a nostalgia percorre
teu corpo e alma
e fica dentro do teu coração!


Vives com olhar distante
vindo até mim,
olhas-me em imagens,
nas palavras e pausas...


O olhar se aproximou
beijas os poemas,
sentes o perfume romântico
de cada um
- vives dentro deles –
 evitas de reler e reviver,
mas não consegues,
a nostalgia viverá em ti
enquanto a chuva cai!

Infinitos


Meus olhos borboletas
passeiam primaveras
Asas azuis
Já arriscaram voos mais altos
(quando eram pássaros)

Meus olhos azuis
sonham infinitos
Infinitamente sonham
(Nunca desistem)

Meus olhos borboletas
passeiam primaveras
Descansa,
o pássaro que eu era
Mas meus olhos azuis...

regina ragazzi

sábado, 21 de julho de 2012

Tenho medo da noite


Por mais bela que seja
Mais inspiradora, mais poética
Tenho medo dela
Tenho medo de mim mesma
Nessas horas que passam tão devagar
Quando o sono não vem
E me povoam mil pensamentos
E me visitam todos os fantasmas
Que consigo adormecer somente pela manhã

Tenho medo de me perder olhando a lua
Contando estrelas e tentando pegá-las.
A noite é tão ilusória e tão traiçoeira
Pinta quadros que não existem
Fala de coisas absurdamente impossíveis
Mas a gente só percebe quando ela se vai
E o sol acorda os nossos olhos
Derramando um raio de luz sobre eles
Um despertar às vezes tão doido e tão triste
Eu amo a noite, mas tenho medo dela

 regina ragazzi
  

Dona Vitalina



Dona Vitalina

Vitalina era o nome dela. Mulher forte, guerreira
Enviuvou cedo, com três crianças ainda pequenas.
Trabalhava de servente numa Escola Estadual e foi assim que criou os filhos.
Dona Vitalina era a minha avó, e eu, (acho), era s sua neta preferida (rsrs). Ah, eu era sim. E olha que ela teve 15 netos!
Cresci em seu colo e em seu colo fiquei até poucos dias antes dela ir
embora.
Foram vinte e três anos de colo, de carinho gostoso, de aconchego, de cumplicidade...
Não consigo me lembrar dela sem me emocionar
............................
Eu a acompanhava pra todo lado. Nas visitas as amigas, nas lojas, nos mercados, ou simplesmente para um passeio.
Todas as vezes que saíamos ela passava na Casa de doces Brasil e comprava pra mim um doce que eu adorava. (Até hoje vou lá)
Ela comprava roupas, calçados, me dava presentes, e às vezes muitas broncas também.
Mas essas logo passavam. Nada que um abraço apertado, um beijo, ou só um sorriso, não desse conserto.
Não me esqueço de um dia eu já grávida das minhas filhas, com a cabeça deitada em seu colo. Ela acarinhava meus cabelos enquanto conversávamos.
Já fazia um tempo que ela reclamava de dores no estômago. Mas era teimosa, não queria saber de ir ao médico. Ficava brava se alguém insistisse... Só ia se fosse amarrada.
Um dia, cansada de vê-la gemer de dor, eu é que fiquei brava. Falei sério com ela, chamei-lhe a atenção e disse com firmeza que ela iria sim ao médico. Mande que ela trocasse a roupa. É... eu mandei porque pedir não ia adiantar.
Então ela foi... ela foi e não pode mais voltar pra casa
..........................
Minhas filhas estavam com 15 dias de nascidas. Um dia ela pediu pra vê-las.
A última lembrança que tenho é de estar com minhas filhas no colo no pátio de fora do hospital e ela da janela do quarto acenando e sorrindo...
De um lado a vida desabrochava em meus braços e do outro se despedia...
E eu ali no meio morrendo por dentro de tristeza e de alegria
...............................


Até hoje quando me lembro penso que, talvez se eu não tivesse insistido tanto com ela, ela teria vivido um pouco (mas esse é o meu lado egoísta) porque eu sei que ela sofreria muito mais...

Isso aconteceu dois anos após perdermos meu irmão. Aquele do violão e Dom. dom. dom...


E a vida continua...

regina ragazzi 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Anjo


Em algum momento estiveste aqui
E pousaste tua mão na minha
Senti na face o teu beijo
Um sopro de brisa no ouvido
Como se estivesses a falar comigo


Fechei os olhos e recordei
De todos os nossos dias felizes
Quando ainda inocentes
Corríamos pelos campos
E colhíamos flores no jardim


Então te vi sorrir pra mim
Tão nítida a tua face!
Ainda tão cheia de vida...
Olhos brilhamtes e cheios de sonhos


Olhei o céu amontoado de estrelas
Uma delas deve ser esse teu olhar
Tão brilhantes elas são
E tanto nos fazem sonhar!


Fechei os olhos mais uma vez
E em silêncio te disse - Pode ir!
Mas não me abandonaste nessa hora
Ficaste ali, ao meu lado
Me esperando dormir
Antes de partir.

Regina Ragazzi

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Com a Poesia te conheci


Entre o tempo
de ler poemas,
conhecer os Poetas,
tentar ver o ser humano,
que existe diante de nós,
cheguei a ti
e deparei com uma Mulher
expressiva, generosa
de pura sensibilidade!

José Manuel Brazão

sábado, 14 de julho de 2012

Folha


Desconfio dessa folha
Que se insiste no galho
Por que não cai logo
Será um presságio?
Me irrita essa folha
Já está seca, já está morta!
Sequer baila com o vento...
Só fica assim, estática
Perdeu o movimento
Cai folha, não me desespera!
Quero ver as cores da azaléia
E sentir o perfume do jasmim
Mas meus olhos não se desgrudam
Ficam parados em ti
Esperam por tua queda
Não sei por que me importo
Tanto assim...

regina ragazzi

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Uma alma amanhecendo


Hoje meu dia amanheceu triste
Talvez seja o sol que não apareceu
Cai uma chuva fina lá fora
Em mim escorrem rios de lágrimas

Minha alma se encostou a um canto
Não quer mais sair de lá
Tenho pena dessa alma que chora
E nem sabe quando vai parar.

regina ragazzi

[....]

O nosso amanhecer será radioso,
nascerá dentro de ti
e passarei a vivê-lo!

O anoitecer não o verei,
esquecerei!

Nosso amor estará vivo,
com o amanhecer,
após outro amanhecer…
… e assim será…
até sempre!

José Manuel Brazão



<

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Saudades com lágrimas





Meus dias são sempre diferentes,
uns mais intensos
com emoções fortes,
saudades imensas
e hoje é um desses dias!

Logo pela manhã
meu coração chorou,
lembrando filhos e netos!

Não me chega as suas vozes,
mas preciso de olhos nos olhos;
sentir o seu respirar,
ver os seus olhos de amar,
enfim, que me vejam vivo!

José Manuel Brazão


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Delírios


o fim de tudo ficaram as sombras do que não fui.
E são elas que me atormentam, me dizem dessa vida única
Nesse mesmo corpo com braços e pernas
E esse rosto que jamais será o mesmo em outra vida qualquer
E me dizem do que não fiz
O que passou...passou...
Não se volta aos 10 , mas pode se chegar ao 100...
Pra que 100?
Sem jeito, sem graça, sem vida, sem nada...
Ah, essa febre que não passa...delírios...
regina ragazzi

terça-feira, 3 de julho de 2012

Sinceridade


Olho à minha volta e  não sei se nas relações humanas existe a sinceridade, que devia ser uma atitude expontânea!

Já passei por muita coisa por usar essa atitude naturalmente!

Feito ingénuo – já não deveria ser – convivo com as pessoas de coração aberto dizendo o que penso e sinto pensando que não magoo nem melindro ninguém!

No entanto muitos não compreendem ou ignoram o que é sinceridade, ou então não querem mesmo ser sinceros!

Cada um é livre de agir, mas continuo a não aceitar, que se alienem valores morais irrefutáveis!

José Manuel Brazão


As pessoas fracas, geralmente não são sinceras.
 Nildo Raimundo

domingo, 1 de julho de 2012

O pé de manga


Que saudade do meu pé de manga
Plantado bem de frente pra varanda
Já deve estar emorme
Já deve fazer sombra
Aquele pé de manga se enraizou ali

Enquanto tanta gente quer ser tanta coisa
Eu queria ser só aquele pé de manga
Plantado de frente pra varanda...

regina ragazzi